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	<title>Amor e poesias</title>
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		<title>Amor e poesias</title>
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		<title>Conheça o Site Videopaquera.com.br</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 19:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amorepoesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<title>Cecília Meireles &#8211; Poesias de amor</title>
		<link>http://amorepoesias.wordpress.com/2007/12/08/cecilia-meireles-poesias-de-amor/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Dec 2007 16:39:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amorepoesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[cecilia meireles]]></category>
		<category><![CDATA[poesias]]></category>
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		<description><![CDATA[Meu Sonho (Cecília Meireles) Parei as águas do meu sonho para teu rosto se mirar. Mas só a sombra dos meus olhos ficou por cima, a procurar&#8230; Os pássaros da madrugada não têm coragem de cantar, vendo o meu sonho interminável e a esperança do meu olhar. Procurei-te em vão pela terra, perto do céu, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=13&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Meu Sonho (Cecília Meireles)</strong></p>
<p>Parei as águas do meu sonho<br />
para teu rosto se mirar.<br />
Mas só a sombra dos meus olhos<br />
ficou por cima, a procurar&#8230;<br />
Os pássaros da madrugada<br />
não têm coragem de cantar,<br />
vendo o meu sonho interminável<br />
e a esperança do meu olhar.<br />
Procurei-te em vão pela terra,<br />
perto do céu, por sobre o mar.<br />
Se não chegas nem pelo sonho,<br />
por que insisto em te imaginar ?<br />
Quando vierem fechar meus olhos,<br />
talvez não se deixem fechar.<br />
Talvez pensem que o tempo volta,<br />
e que vens, se o tempo voltar.<br />
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<hr /><strong><br />
Motivo (Cecília Meireles)</strong>Eu canto porque o instante existe<br />
e a minha vida está completa.<br />
Não sou alegre nem triste:<br />
sou poeta.<br />
Irmão das coisas fugidias,<br />
não sinto gozo nem tormento.<br />
Atravesso noites e dias<br />
no vento.<br />
Se desmorono ou edifico,<br />
se permaneço ou me desfaço,<br />
- não sei, não sei. Não sei se fico<br />
ou passo.<br />
Sei que canto. E a canção é tudo.<br />
Tem sangue eterno e asa ritmada.<br />
E sei que um dia estarei mudo:<br />
- mais nada<br />
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<hr /><strong><br />
Traze-me (Cecília Meireles)</strong>Traze-me um pouco das sombras serenas<br />
que as nuvens transportam por cima do dia!<br />
Um pouco de sombra, apenas,<br />
- vê que nem te peço alegria.<br />
Traze-me um pouco da alvura dos luares<br />
que a noite sustenta no teu coração!<br />
A alvura, apenas, dos ares:<br />
- vê que nem te peço ilusão.<br />
Traze-me um pouco da tua lembrança,<br />
aroma perdido, saudade da flor!<br />
-Vê que nem te digo &#8211; esperança!<br />
-Vê que nem sequer sonho &#8211; amor!<br />
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<hr />
<strong> Timidez (Cecília Meireles)</strong>Basta-me um pequeno gesto,<br />
feito de longe e de leve,<br />
para que venhas comigo<br />
e eu para sempre te leve&#8230;<br />
- mas só esse eu não farei.<br />
Uma palavra caída<br />
das montanhas dos instantes<br />
desmancha todos os mares<br />
e une as terras mais distantes&#8230;<br />
- palavra que não direi.<br />
Para que tu me adivinhes,<br />
entre os ventos taciturnos,<br />
apago meus pensamentos,<br />
ponho vestidos noturnos,<br />
- que amargamente inventei.<br />
E, enquanto não me descobres,<br />
os mundos vão navegando<br />
nos ares certos do tempo,<br />
até não se sabe quando&#8230;<br />
e um dia me acabarei.<br />
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<hr />
<strong> Canção (Cecília Meireles)</strong>Não te fies do tempo nem da eternidade,<br />
que as nuvens me puxam pelos vestidos<br />
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!<br />
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,<br />
que amanhã morro e não te vejo!<br />
Não demores tão longe, em lugar tão secreto,<br />
nácar de silêncio que o mar comprime,<br />
o lábio, limite do instante absoluto!<br />
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,<br />
que amanhã eu morro e não te escuto!<br />
Aparece-me agora, que ainda reconheço<br />
a anêmona aberta na tua face<br />
e em redor dos muros o vento inimigo&#8230;<br />
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,<br />
que amanhã eu morro e não te digo&#8230;<br />
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<hr />
<strong> Serenata (Cecília Meireles)</strong>&#8221; &#8230; Permita que eu feche os meus olhos,<br />
pois é muito longe e tão tarde!<br />
Pensei que era apenas demora,<br />
e cantando pus-me a esperar-te.<br />
Permite que agora emudeça:<br />
que me conforme em ser sozinha.<br />
Há uma doce luz no silencio,<br />
e a dor é de origem divina.<br />
Permite que eu volte o meu rosto<br />
para um céu maior que este mundo,<br />
e aprenda a ser dócil no sonho<br />
como as estrelas no seu rumo &#8230; &#8220;</p>
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<hr /><strong>Cecília Meireles</strong>O meu amor não tem<br />
importância nenhuma.<br />
Não tem o peso nem<br />
de uma rosa de espuma!<br />
Desfolha-se por quem?<br />
Para quem se perfuma?<br />
O meu amor não tem<br />
importância nenhuma.</p>
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<hr /><strong>Canteiros (Música do Fagner baseada na obra de Cecília Meireles)</strong>Quando penso em você fecho os olhos de saudade<br />
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade<br />
Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento<br />
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento<br />
Pode ser até manhã, cedo claro feito dia<br />
mas nada do que me dizem me faz sentir alegria<br />
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa<br />
Para correr entre os canteiros e esconder minha tristeza<br />
Que eu ainda sou bem moço para tanta tristeza<br />
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,<br />
Pois se não chega a morte ou coisa parecida<br />
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida.</p>
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<hr /><strong>Ou Isto Ou Aquilo (Cecília Meireles)</strong>Ou se tem chuva e não se tem sol,<br />
ou se tem sol e não se tem chuva!<br />
Ou se calça a luva e não se põe o anel,<br />
ou se põe o anel e não se calça a luva!<br />
Quem sobe nos ares não fica no chão,<br />
quem fica no chão não sobe nos ares.<br />
É uma grande pena que não se possa<br />
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!<br />
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,<br />
ou compro o doce e gasto o dinheiro.<br />
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo&#8230;<br />
e vivo escolhendo o dia inteiro!<br />
Não sei se brinco, não sei se estudo,<br />
se saio correndo ou fico tranqüilo.<br />
Mas não consegui entender ainda<br />
qual é melhor: se é isto ou aquilo.</p>
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<hr /><strong>4º Motivo Da Rosa (Cecília Meireles)</strong>Não te aflijas com a pétala que voa:<br />
também é ser, deixar de ser assim.<br />
Rosas verá, só de cinzas franzidas,<br />
mortas, intactas pelo teu jardim.<br />
Eu deixo aroma até nos meus espinhos<br />
ao longe, o vento vai falando de mim.<br />
E por perder-me é que vão me lembrando,<br />
por desfolhar-me é que não tenho fim.</p>
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<hr />
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/amorepoesias.wordpress.com/13/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/amorepoesias.wordpress.com/13/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amorepoesias.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amorepoesias.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amorepoesias.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amorepoesias.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amorepoesias.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amorepoesias.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amorepoesias.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amorepoesias.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amorepoesias.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amorepoesias.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amorepoesias.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amorepoesias.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amorepoesias.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amorepoesias.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=13&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Poesias de Genildo Mota Nunes</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Dec 2007 13:44:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amorepoesias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Genildo Mota Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[mensagens de amor]]></category>
		<category><![CDATA[namoro]]></category>
		<category><![CDATA[paquera]]></category>
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		<category><![CDATA[Videopaquera.com.br]]></category>

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		<description><![CDATA[Ponto Final (Genildo Mota Nunes) Estava ali, como uma bola parada. E, a cada momento, eu via no seu olho a vontade de querer parar o mundo em si. Longo caminho onde a rosa se move Como um floco de neve viajante do vento, Triste estrada sem se esperar o porvir. Estava ali, e os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=12&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ponto Final (Genildo Mota Nunes)</strong></p>
<p>Estava ali, como uma bola parada.<br />
E, a cada momento, eu via no seu olho<br />
a vontade de querer parar o mundo em si.<br />
Longo caminho onde a rosa se move<br />
Como um floco de neve viajante do vento,<br />
Triste estrada sem se esperar o porvir.<br />
Estava ali, e os olhos doíam de partida.<br />
E a noite se fazia mais negra e mais vadia<br />
Como um cachorro vagabundo e solitário<br />
Parado na rua, à espera da morte,<br />
Molhado de cores e de cubos de Dali.</p>
<p><a href="http://www.videopaquera.com.br" title="Poesias - Vincios de Moraes">Cadastre-se no www.VideoPaquera.com.br</a></p>
<hr /><strong>Tristeza (Genildo Mota Nunes)</strong>Pergunta à noite<br />
Pelos segredos,<br />
Pelos teus medos<br />
(Onde estarão?)<br />
Pela fragrância<br />
Das boas horas&#8230;<br />
Pelos amores<br />
Que nascerão.<br />
Pergunta à noite<br />
Por ti, por mim,<br />
Se já viu fim<br />
Numa emoção.<br />
Pergunta a ela<br />
Pela poesia<br />
De todo dia<br />
Sermos paixão!<br />
Ela dirá,<br />
Tenho certeza,<br />
Numa tristeza<br />
De escuridão,<br />
Que neste mundo<br />
Nada é eterno<br />
Se após o inverno<br />
Volta o verão.</p>
<p><a href="http://www.videopaquera.com.br" title="Poesias - Vincios de Moraes">Cadastre-se no www.VideoPaquera.com.br</a></p>
<hr /><strong>Teus Olhos (Genildo Mota Nunes)</strong>Ó doce amada e tão linda,<br />
São teus olhos duas luas,<br />
Desejos das minhas ruas,<br />
Ruas do meu triste amar!<br />
Quem me dera, cedo ainda,<br />
Minhas noites fossem tuas,<br />
Fossem tuas minhas ruas<br />
Tão carentes de luar!</p>
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<hr /><strong>Flores (Genildo Mota Nunes)</strong>Não quero que a vida<br />
Me pegue na estrada<br />
Qual folha caída,<br />
Perdida no vento.<br />
Nem quero que o tempo<br />
A correr lá fora<br />
Nas asas da tarde<br />
Me faça partir.<br />
Há um desejo estranho<br />
De sonho e de luzes<br />
Nos olhos da face<br />
De quem quer viver.<br />
E a flor despetala<br />
Nas mãos de quem perde<br />
Por força dos fatos<br />
A vez de sorrir.<br />
Por isso é que tento<br />
Compondo meus versos<br />
Ouvir nos espaços<br />
As vozes do ser&#8230;<br />
Vagar pelas tardes<br />
E pelos canteiros<br />
No pólen das almas<br />
Que podem sentir.</p>
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<hr /><strong>Objetivo (Genildo Mota Nunes)</strong>Nos confins do Universo,<br />
Mora uma alma encarnada.<br />
Dentro dess&#8217;alma um verso,<br />
Dentro do verso uma estrada&#8230;<br />
Nos confins dessa estrada,<br />
Mora algo pequenino.<br />
Dentro do algo, uma escada.<br />
E, na escada, o destino.</p>
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<hr />Clareza (Genildo Mota Nunes)Uma lua havia.<br />
Quando as estrelas beijavam o céu.<br />
Uma lua havia.<br />
Quando, para todos, eu tirava o chapéu.<br />
Uma lua havia.<br />
Havia, hoje não há mais.</p>
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<hr />
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		<item>
		<title>Francisco Otaviano &#8211; Poesias</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Dec 2007 13:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amorepoesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Otaviano]]></category>
		<category><![CDATA[Videopaquera.com.br]]></category>

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		<description><![CDATA[Morrer&#8230;Dormir&#8230; (Francisco Otaviano) Morrer&#8230;Dormir&#8230; Nada mais! Termina a vida E com ela terminam nossas dores: Um punhado de terra, algumas flores, E às vezes uma lágrima fingida! Sim! Minha morte não será sentida; Não deixo amigos, nem tive amores, Ou se os tive, mostraram-se traidores, Algozes vis de uma alma consumida. Tudo é podre no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=11&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Morrer&#8230;Dormir&#8230; (Francisco Otaviano)</strong></p>
<p>Morrer&#8230;Dormir&#8230; Nada mais! Termina a vida<br />
E com ela terminam nossas dores:<br />
Um punhado de terra, algumas flores,<br />
E às vezes uma lágrima fingida!<br />
Sim! Minha morte não será sentida;<br />
Não deixo amigos, nem tive amores,<br />
Ou se os tive, mostraram-se traidores,<br />
Algozes vis de uma alma consumida.<br />
Tudo é podre no mundo. Que me importa<br />
Que ele amanhã se esb&#8217;roe e que desabe,<br />
Se a natureza para mim é morta!<br />
É tempo já que meu exílio acabe&#8230;<br />
Vem, pois, ó morte, ao nada me transporta!<br />
Morrer&#8230;Dormir&#8230;Talvez sonhar&#8230;Quem sabe?</p>
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<hr /><strong>Recordações (Francisco Otaviano)</strong>Oh! se te amei! Toda a manhã da vida<br />
Gastei-a em sonhos que de ti falavam!<br />
Nas estrelas do céu via teu rosto,<br />
Ouvia-te nas brisas que passavam:<br />
Oh! se te amei! Do fundo de minh’alma<br />
Imenso, eterno amor te consagrei&#8230;<br />
Era um viver em cisma de futuro!<br />
Mulher! oh! se te amei!<br />
Quando um sorriso os lábios te roçava,<br />
Meu Deus! que entusiasmo que sentia!<br />
Láurea coroa de virente rama<br />
Inglório bardo, a fronte me cingia;<br />
À estrela alva, às nuvens do Ocidente,<br />
Em meiga voz teu nome confiei.<br />
Estrela e nuvens bem no seio o guardam;<br />
Mulher! oh! se te amei!<br />
Oh! se te amei! As lágrimas vertidas,<br />
Alta noite por ti; atroz tortura<br />
Do desespero d’alma, e além, no tempo,<br />
Uma vida sumir-se na loucura&#8230;<br />
Nem aragem, nem sol, nem céu, nem flores,<br />
Nem a sombra das glórias que sonhei&#8230;<br />
Tudo desfez-se em sonhos e quimeras&#8230;<br />
Mulher! oh! se te amei!</p>
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<hr /><strong>Ilusões de Vida (Francisco Otaviano)</strong></p>
<p>Quem passou pela vida em branca nuvem<br />
E em plácido repouso adormeceu,<br />
Quem não sentiu o frio da desgraça,<br />
Quem passou pela vida e não sofreu,<br />
Foi espectro de homem &#8211; não foi homem,<br />
Só passou pela vida &#8211; não viveu.</p>
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<hr />
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/amorepoesias.wordpress.com/11/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/amorepoesias.wordpress.com/11/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amorepoesias.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amorepoesias.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amorepoesias.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amorepoesias.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amorepoesias.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amorepoesias.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amorepoesias.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amorepoesias.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amorepoesias.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amorepoesias.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amorepoesias.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amorepoesias.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amorepoesias.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amorepoesias.wordpress.com/11/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=11&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Poemas &#8211; Manuel Bandeira</title>
		<link>http://amorepoesias.wordpress.com/2007/12/08/poemas-manuel-bandeira/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Dec 2007 12:09:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amorepoesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[mensagens]]></category>
		<category><![CDATA[poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Videopaquera.com.br]]></category>

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		<description><![CDATA[Desencanto (Manuel Bandeira) Eu faço versos como quem chora De desalento&#8230; de desencanto&#8230; Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. Volúpia ardente&#8230; Tristeza esparsa&#8230; remorso vão&#8230; Dói-me nas veias. Amargo e quente, Cai, gota a gota, do coração. E nestes versos de angústia rouca, Assim [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=10&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Desencanto (Manuel Bandeira)</strong></p>
<p>Eu faço versos como quem chora<br />
De desalento&#8230; de desencanto&#8230;<br />
Fecha o meu livro, se por agora<br />
Não tens motivo nenhum de pranto.<br />
Meu verso é sangue. Volúpia ardente&#8230;<br />
Tristeza esparsa&#8230; remorso vão&#8230;<br />
Dói-me nas veias. Amargo e quente,<br />
Cai, gota a gota, do coração.<br />
E nestes versos de angústia rouca,<br />
Assim dos lábios a vida corre,<br />
Deixando um acre sabor na boca.<br />
Eu faço versos como quem morre.</p>
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<hr /><strong>Vou-me Embora pra Pasárgada (Manuel Bandeira)</strong>Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Lá sou amigo do rei<br />
Lá tenho a mulher que eu quero<br />
Na cama que escolherei<br />
Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Aqui eu não sou feliz<br />
Lá a existência é uma aventura<br />
De tal modo inconseqüente<br />
Que Joana a Louca de Espanha<br />
Rainha e falsa demente<br />
Vem a ser contraparente<br />
Da nora que nunca tive<br />
E como farei ginástica<br />
Andarei de bicicleta<br />
Montarei em burro brabo<br />
Subirei no pau-de-sebo<br />
Tomarei banhos de mar!<br />
E quando estiver cansado<br />
Deito na beira do rio<br />
Mando chamar a mãe-d&#8217;água<br />
Pra me contar as histórias<br />
Que no tempo de eu menino<br />
Rosa vinha me contar<br />
Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Em Pasárgada tem tudo<br />
É outra civilização<br />
Tem um processo seguro<br />
De impedir a concepção<br />
Tem telefone automático<br />
Tem alcalóide à vontade<br />
Tem prostitutas bonitas<br />
Para a gente namorar<br />
E quando eu estiver mais triste<br />
Mas triste de não ter jeito<br />
Quando de noite me der<br />
Vontade de me matar<br />
Lá sou amigo do rei<br />
Terei a mulher que eu quero<br />
Na cama que escolherei<br />
Vou-me embora pra Pasárgada.</p>
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<hr /><strong>Testamento (Manuel Bandeira)</strong></p>
<p>O que não tenho e desejo<br />
É que melhor me enriquece.<br />
Tive uns dinheiros &#8211; perdi-os&#8230;<br />
Tive amores &#8211; esqueci-os.<br />
Mas no maior desespero<br />
Rezei: ganhei essa prece.<br />
Vi terras da minha terra.<br />
Por outras terras andei.<br />
Mas o que ficou marcado<br />
No meu olhar fatigado,<br />
Foram terras que inventei.<br />
Gosto muito de crianças:<br />
Não tive um filho de meu.<br />
Um filho!&#8230; Não foi de jeito&#8230;<br />
Mas trago dentro do peito<br />
Meu filho que não nasceu.<br />
Criou-me, desde eu menino<br />
Para arquiteto meu pai.<br />
Foi-se-me um dia a saúde&#8230;<br />
Fiz-me arquiteto? Não pude!<br />
Sou poeta menor, perdoai!<br />
Não faço versos de guerra.<br />
Não faço porque não sei.<br />
Mas num torpedo-suicida<br />
Darei de bom grado a vida<br />
Na luta em que não lutei!</p>
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<hr /><strong>Carta-Poema (Manuel Bandeira)</strong></p>
<p>Excelentíssimo Prefeito<br />
Senhor Hildebrando de Góis,<br />
Permiti que, rendido o preito<br />
A que fazeis jus por quem sois,<br />
Um poeta já sexagenário,<br />
Que não tem outra aspiração<br />
Senão viver de seu salário<br />
Na sua limpa solidão,<br />
Peça vistoria e visita<br />
A este pátio para onde dá<br />
O apartamento que ele habita<br />
No Castelo há dois anos já.<br />
É um pátio, mas é via pública,<br />
E estando ainda por calçar,<br />
Faz a vergonha da República<br />
Junto à Avenida Beira-Mar!<br />
Indiferentes ao capricho<br />
Das posturas municipais,<br />
A ele jogam todo o seu lixo<br />
Os moradores sem quintais.<br />
Que imundície! Tripas de peixe,<br />
Cascas de fruta e ovo, papéis&#8230;<br />
Não é natural que me queixe?<br />
Meu Prefeito, vinde e vereis!<br />
Quando chove, o chão vira lama:<br />
São atoleiros, lodaçais,<br />
Que disputam a palma à fama<br />
Das velhas maremas letais!<br />
A um distinto amigo europeu<br />
Disse eu: &#8211; Não é no Paraguai<br />
Que fica o Grande Chaco, este é o<br />
Grande Chaco! Senão, olhai!<br />
Excelentíssimo Prefeito<br />
Hildebrando Araújo de Góis<br />
A quem humilde rendo preito,<br />
Por serdes vós, senhor, quem sois!<br />
Mandai calçar a via pública<br />
Que, sendo um vasto lagamar,<br />
Faz a vergonha da República<br />
Junto à Avenida Beira-Mar!</p>
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<hr /><strong>Poemeto Erótico (Manuel Bandeira)</strong></p>
<p>Teu corpo claro e perfeito,<br />
- Teu corpo de maravilha,<br />
Quero possuí-lo no leito<br />
Estreito da redondilha&#8230;<br />
Teu corpo é tudo o que cheira&#8230;<br />
Rosa&#8230;flor de laranjeira&#8230;<br />
Teu corpo, branco e macio,<br />
É como um véu de noivado&#8230;<br />
Teu corpo é pomo doirado&#8230;<br />
Rosal queimado do estio,<br />
Desfalecido em perfume&#8230;<br />
Teu corpo é a brasa do lume&#8230;<br />
Teu corpo é chama e flameja<br />
Como à tarde os horizontes<br />
É puro como nas fontes<br />
A água clara que serpeja,<br />
Que em cantigas se derrama&#8230;<br />
Volúpia de água e da chama&#8230;<br />
A todo momento o vejo&#8230;<br />
Teu corpo&#8230; a única ilha<br />
No oceano do meu desejo&#8230;<br />
Teu corpo é tudo o que brilha,<br />
Teu corpo é tudo o que cheira&#8230;<br />
Rosa, flor de laranjeira&#8230;</p>
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<hr /><strong>Renúncia (Manuel Bandeira)</strong></p>
<p>Chora de manso e no íntimo&#8230; Procura<br />
Curtir sem queixa o mal que te crucia:<br />
O mundo é sem piedade e até riria<br />
Da tua inconsolável amargura.<br />
Só a dor enobrece e é grande e é pura.<br />
Aprende a amá-la que a amarás um dia.<br />
Então ela será tua alegria,<br />
E será, ela só, tua ventura&#8230;<br />
A vida é vã como a sombra que passa&#8230;<br />
Sofre sereno e de alma sobranceira,<br />
Sem um grito sequer, tua desgraça.<br />
Encerra em ti tua tristeza inteira.<br />
E pede humildemente a Deus que a faça<br />
Tua doce e constante companheira&#8230;</p>
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<hr /><strong>Arte de Amar (Manuel Bandeira)</strong></p>
<p>Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.<br />
A alma é que estraga o amor.<br />
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.<br />
Não noutra alma.<br />
Só em Deus &#8211; ou fora do mundo.<br />
As almas são incomunicáveis.<br />
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.<br />
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.</p>
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<hr />
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	</item>
		<item>
		<title>Poemas &#8211; Álvares de Azevedo</title>
		<link>http://amorepoesias.wordpress.com/2007/12/08/poemas-alvares-de-azevedo/</link>
		<comments>http://amorepoesias.wordpress.com/2007/12/08/poemas-alvares-de-azevedo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Dec 2007 12:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amorepoesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Alvares de Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[mensagens de amor]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Videopaquera.com.br]]></category>

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		<description><![CDATA[Se Eu Morresse Amanhã (Álvares Azevedo) Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã, Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=9&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Se Eu Morresse Amanhã (Álvares Azevedo)</strong></p>
<p>Se eu morresse amanhã, viria ao menos<br />
Fechar meus olhos minha triste irmã,<br />
Minha mãe de saudades morreria<br />
Se eu morresse amanhã!<br />
Quanta glória pressinto em meu futuro!<br />
Que aurora de porvir e que manhã!<br />
Eu perdera chorando essas coroas<br />
Se eu morresse amanhã!<br />
Que sol! que céu azul! que doce n’alva<br />
Acorda ti natureza mais louçã!<br />
Não me batera tanto amor no peito<br />
Se eu morresse amanhã!<br />
Mas essa dor da vida que devora<br />
A ânsia de glória, o dolorido afã&#8230;<br />
A dor no peito emudecera ao menos<br />
Se eu morresse amanhã!<br />
<a href="http://www.videopaquera.com.br" title="Poesias - Vincios de Moraes"></a></p>
<p><a href="http://www.videopaquera.com.br" title="Poesias - Vincios de Moraes">Cadastre-se no www.VideoPaquera.com.br</a></p>
<hr /><strong><br />
Minha Desgraça (Álvares de Azevedo)</strong>Minha desgraça não é ser poeta,<br />
Nem na terra de amor não ter um eco,<br />
E meu anjo de Deus, o meu planeta<br />
Tratar-me como trata-se um boneco&#8230;<br />
Não é andar de cotovelos rotos,<br />
Ter duro como pedra o travesseiro&#8230;<br />
Eu sei&#8230; O mundo é um lodaçal perdido<br />
Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro&#8230;<br />
Minha desgraça, ó cândida donzela,<br />
O que faz que o meu peito blasfema,<br />
É ter para escrever todo um poema<br />
E não ter um vintém para uma vela.</p>
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<hr /><strong><br />
</strong><strong>Anjos do Céu (Álvares de Azevedo)</strong></p>
<p>As ondas são anjos que dormem no mar,<br />
Que tremem, palpitam, banhados de luz&#8230;<br />
São anjos que dormem, a rir e sonhar<br />
E em leito d&#8217;escuma revolvem-se nus!<br />
E quando de noite vem pálida a lua<br />
Seus raios incertos tremer, pratear,<br />
E a trança luzente da nuvem flutua,<br />
As ondas são anjos que dormem no mar!<br />
Que dormem, que sonham- e o vento dos céus<br />
Vem tépido à noite nos seios beijar!<br />
São meigos anjinhos, são filhos de Deus,<br />
Que ao fresco se embalam do seio do mar!<br />
E quando nas águas os ventos suspiram,<br />
São puros fervores de ventos e mar:<br />
São beijos que queimam&#8230; e as noites deliram,<br />
E os pobres anjinhos estão a chorar!<br />
Ai! quando tu sentes dos mares na flor<br />
Os ventos e vagas gemer, palpitar,<br />
Por que não consentes, num beijo de amor<br />
Que eu diga-te os sonhos dos anjos do mar?</p>
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<hr /><strong><br />
</strong><strong>Adeus, Meus Sonhos! (Álvares de Azevedo)</strong></p>
<p>Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!<br />
Não levo da existência uma saudade!<br />
E tanta vida que meu peito enchia<br />
Morreu na minha triste mocidade!<br />
Misérrimo! Votei meus pobres dias<br />
À sina doida de um amor sem fruto,<br />
E minh&#8217;alma na treva agora dorme<br />
Como um olhar que a morte envolve em luto.<br />
Que me resta, meu Deus?<br />
Morra comigo<br />
A estrela de meus cândidos amores,<br />
Já não vejo no meu peito morto<br />
Um punhado sequer de murchas flores!</p>
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<hr /><strong><br />
</strong><strong>Amor (Álvares de Azevedo)</strong></p>
<p>Amemos! Quero de amor<br />
Viver no teu coração!<br />
Sofrer e amar essa dor<br />
Que desmaia de paixão!<br />
Na tu&#8217;alma, em teus encantos<br />
E na tua palidez<br />
E nos teus ardentes prantos<br />
Suspirar de languidez!<br />
Quero em teus lábio beber<br />
Os teus amores do céu,<br />
Quero em teu seio morrer<br />
No enlevo do seio teu!<br />
Quero viver d&#8217;esperança,<br />
Quero tremer e sentir!<br />
Na tua cheirosa trança<br />
Quero sonhar e dormir!<br />
Vem, anjo, minha donzela,<br />
Minha&#8217;alma, meu coração!<br />
Que noite, que noite bela!<br />
Como é doce a viração!<br />
E entre os suspiros do vento<br />
Da noite ao mole frescor,<br />
Quero viver um momento,<br />
Morrer contigo de amor!</p>
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<hr /><strong><br />
</strong><strong>Soneto (Álvares de Azevedo)</strong></p>
<p>Pálida, à luz da lâmpada sombria,<br />
Sobre o leito de flores reclinada,<br />
Como a lua por noite embalsamada,<br />
Entre as nuvens do amor ela dormia!<br />
Era a virgem do mar! Na escuma fria<br />
Pela maré das águas embalada!<br />
Era um anjo entre nuvens d&#8217;alvorada<br />
Que em sonhos se banhava e se esquecia!<br />
Era mais bela! O seio palpitando&#8230;<br />
Negros olhos as pálpebras abrindo&#8230;<br />
Formas nuas no leito resvalando&#8230;<br />
Não te rias de mim, meu anjo lindo!<br />
Por ti &#8211; as noites eu velei chorando,<br />
Por ti &#8211; nos sonhos morrerei sorrindo!</p>
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<hr /><strong><br />
</strong></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/amorepoesias.wordpress.com/9/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/amorepoesias.wordpress.com/9/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amorepoesias.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amorepoesias.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amorepoesias.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amorepoesias.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amorepoesias.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amorepoesias.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amorepoesias.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amorepoesias.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amorepoesias.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amorepoesias.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amorepoesias.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amorepoesias.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amorepoesias.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amorepoesias.wordpress.com/9/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=9&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Mario Quintana</title>
		<link>http://amorepoesias.wordpress.com/2007/12/07/mario-quintana/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 22:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amorepoesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesias]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Quintana]]></category>
		<category><![CDATA[paquera]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Videopaquera.com.br]]></category>

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		<description><![CDATA[Mãe (Mário Quintana) Mãe&#8230; São três letras apenas As desse nome bendito: Também o Céu tem três letras&#8230; E nelas cabe o infinito. Para louvar nossa mãe, Todo o bem que se disse Nunca há de ser tão grande Como o bem que ela nos quer&#8230; Palavra tão pequenina, Bem sabem os lábios meus Que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=8&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mãe (Mário Quintana)</strong></p>
<p>Mãe&#8230; São três letras apenas<br />
As desse nome bendito:<br />
Também o Céu tem três letras&#8230;<br />
E nelas cabe o infinito.<br />
Para louvar nossa mãe,<br />
Todo o bem que se disse<br />
Nunca há de ser tão grande<br />
Como o bem que ela nos quer&#8230;<br />
Palavra tão pequenina,<br />
Bem sabem os lábios meus<br />
Que és do tamanho do Céu<br />
E apenas menor que Deus!</p>
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<hr />
<strong>Data e Dedicatória (Mário Quintana)</strong>Teus poemas, não os dates nunca&#8230; Um poema<br />
Não pertence ao Tempo&#8230; Em seu país estranho,<br />
Se existe hora, é sempre a hora estrema<br />
Quando o anjo Azrael nos estende ao sedento<br />
Lábio o cálice inextinguível&#8230;<br />
Um poema é de sempre, Poeta:<br />
O que tu fazes hoje é o mesmo poema<br />
Que fizeste em menino,<br />
É o mesmo que,<br />
Depois que tu te fores,<br />
Alguém lerá baixinho e comovidamente,<br />
A vivê-lo de novo&#8230;<br />
A esse alguém,<br />
Que talvez ainda nem tenha nascido,<br />
Dedica, pois, os teus poemas.<br />
Não os dates, porém:<br />
As almas não entendem disso&#8230;</p>
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<hr /><strong>Viver (Mário Quintana)</strong></p>
<p>Quem nunca quis morrer<br />
Não sabe o que é viver<br />
Não sabe que viver é abrir uma janela<br />
E pássaros pássaros sairão por ela<br />
E hipocampos fosforescentes<br />
Medusas translúcidas<br />
Radiadas<br />
Estrelas-do-mar&#8230; Ah,<br />
Viver é sair de repente<br />
Do fundo do mar<br />
E voar&#8230;<br />
e voar&#8230;<br />
cada vez para mais alto<br />
Como depois de se morrer!</p>
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<hr />
<strong>Os Poemas (Mário Quintana)</strong></p>
<p>Os poemas são pássaros que chegam<br />
não se sabe de onde e pousam<br />
no livro que lês.<br />
Quando fechas o livro, eles alçam vôo<br />
como de um alçapão.<br />
Eles não têm pouso<br />
nem porto<br />
alimentam-se um instante em cada par de mãos<br />
e partem.<br />
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,<br />
no maravilhado espanto de saberes<br />
que o alimento deles já estava em ti&#8230;</p>
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<hr />
<strong>Ah! Os Relógios (Mário Quintana)</strong></p>
<p>Amigos, não consultem os relógios<br />
quando um dia eu me for de vossas vidas<br />
em seus fúteis problemas tão perdidas<br />
que até parecem mais uns necrológios&#8230;</p>
<p>Porque o tempo é uma invenção da morte:<br />
não o conhece a vida &#8211; a verdadeira -<br />
em que basta um momento de poesia<br />
para nos dar a eternidade inteira.</p>
<p>Inteira, sim, porque essa vida eterna<br />
somente por si mesma é dividida:<br />
não cabe, a cada qual, uma porção.</p>
<p>E os Anjos entreolham-se espantados<br />
quando alguém &#8211; ao voltar a si da vida -<br />
acaso lhes indaga que horas são&#8230;</p>
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<hr />
<strong>Presença (Mário Quintana)</strong></p>
<p>É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,<br />
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento<br />
das horas ponha um frêmito em teus cabelos&#8230;<br />
É preciso que a tua ausência trescale<br />
sutilmente, no ar, a trevo machucado,<br />
a folhas de alecrim desde há muito guardadas<br />
não se sabe por quem nalgum móvel antigo&#8230;<br />
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela<br />
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.<br />
É preciso a saudade para eu sentir<br />
como sinto &#8211; em mim &#8211; a presença misteriosa da vida&#8230;<br />
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista<br />
que nunca te pareces com o teu retrato&#8230;<br />
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te!</p>
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<hr /><strong>Bilhete (Mário Quintana)</strong></p>
<p>Se tu me amas,<br />
ama-me baixinho.<br />
Não o grites de cima dos telhados,<br />
deixa em paz os passarinhos.<br />
Deixa em paz a mim!<br />
Se me queres, enfim,<br />
&#8230;..tem de ser bem devagarinho,<br />
&#8230;..amada,<br />
&#8230;..que a vida é breve,<br />
&#8230;..e o amor<br />
&#8230;..mais breve ainda.</p>
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<hr /><strong>Canção do Dia de Sempre (Mário Quintana)</strong>Tão bom viver dia a dia…<br />
A vida assim, jamais cansa…<br />
Viver tão só de momentos<br />
Como estas nuvens no céu…<br />
E só ganhar, toda a vida,<br />
Inexperiência… esperança…<br />
E a rosa louca dos ventos<br />
Presa à copa do chapéu.<br />
Nunca dês um nome a um rio:<br />
Sempre é outro rio a passar.<br />
Nada jamais continua,<br />
Tudo vai recomeçar!<br />
E sem nenhuma lembrança<br />
Das outras vezes perdidas,<br />
Atiro a rosa do sonho<br />
Nas tuas mãos distraídas…</p>
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<hr /><strong>(Mário Quintana)</strong>Da vez primeira em que me assassinaram<br />
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha…<br />
Depois, de cada vez que me mataram,<br />
Foram levando qualquer coisa minha…<br />
E hoje, dos meus cadáveres, eu sou<br />
O mais desnudo, o que não tem mais nada…<br />
Arde um toco de vela, amarelada…<br />
Como o único bem que me ficou!<br />
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!<br />
Ah! Desta mão, avaramente adunca,<br />
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!<br />
Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!<br />
Que a luz, trêmula e triste como um ai,<br />
A luz do morto não se apaga nunca!</p>
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<hr /><strong>Canção do Amor Imprevisto (Mário Quintana)</strong>Eu sou um homem fechado.<br />
O mundo me tornou egoísta e mau.<br />
E a minha poesia é um vício triste,<br />
Desesperado e solitário<br />
Que eu faço tudo por abafar.<br />
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,<br />
Com o teu passo leve,<br />
Com esses teus cabelos…<br />
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender<br />
nada, numa alegria atônita…<br />
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil<br />
Aonde viessem pousar os passarinhos.</p>
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<hr />
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/amorepoesias.wordpress.com/8/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/amorepoesias.wordpress.com/8/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amorepoesias.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amorepoesias.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amorepoesias.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amorepoesias.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amorepoesias.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amorepoesias.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amorepoesias.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amorepoesias.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amorepoesias.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amorepoesias.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amorepoesias.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amorepoesias.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amorepoesias.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amorepoesias.wordpress.com/8/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=8&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Poesias &#8211; Carlos Drummond de Andrade</title>
		<link>http://amorepoesias.wordpress.com/2007/12/07/poesias-carlos-drummond-de-andrade/</link>
		<comments>http://amorepoesias.wordpress.com/2007/12/07/poesias-carlos-drummond-de-andrade/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 21:56:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amorepoesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesias]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[carlos drummond de andrade]]></category>
		<category><![CDATA[mensagens de amor]]></category>
		<category><![CDATA[paquera]]></category>
		<category><![CDATA[www.videopaquera.com.br]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque (Carlos Drummond de Andrade) Amor meu, minhas penas, meu delírio, Aonde quer que vás, irá contigo Meu corpo, mais que um corpo, irá um&#8217;alma, Sabendo embora ser perdido intento O de cingir-te forte de tal modo Que, desde então se misturando as partes, Resultaria o mais perfeito andrógino Nunca citado em lendas e cimélios [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=7&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Porque (Carlos Drummond de Andrade)</strong></p>
<p>Amor meu, minhas penas, meu delírio,<br />
Aonde quer que vás, irá contigo<br />
Meu corpo, mais que um corpo, irá um&#8217;alma,<br />
Sabendo embora ser perdido intento</p>
<p>O de cingir-te forte de tal modo<br />
Que, desde então se misturando as partes,<br />
Resultaria o mais perfeito andrógino<br />
Nunca citado em lendas e cimélios</p>
<p>Amor meu, punhal meu, fera miragem<br />
Consubstanciada em vulto feminino,<br />
Por que não me libertas do teu jugo,<br />
Por que não me convertes em rochedo,</p>
<p>Por que não me eliminas do sistema<br />
Dos humanos prostrados, miseráveis,<br />
Por que preferes doer-me como chaga<br />
E fazer dessa chaga meu prazer?</p>
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<hr />
<strong>A Um Ausente (Carlos Drummond de Andrade)</strong>Tenho razão de sentir saudade,<br />
tenho razão de te acusar.<br />
Houve um pacto implícito que rompeste<br />
e sem te despedires foste embora.<br />
Detonaste o pacto.<br />
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência<br />
de viver e explorar os rumos de obscuridade<br />
sem prazo sem consulta sem provocação<br />
até o limite das folhas caídas na hora de cair.</p>
<p>Antecipaste a hora.<br />
Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas.<br />
Que poderias ter feito de mais grave<br />
do que o ato sem continuação, o ato em si,<br />
o ato que não ousamos nem sabemos ousar<br />
porque depois dele não há nada?</p>
<p>Tenho razão para sentir saudade de ti,<br />
de nossa convivência em falas camaradas,<br />
simples apertar de mãos, nem isso, voz<br />
modulando sílabas conhecidas e banais<br />
que eram sempre certeza e segurança.</p>
<p>Sim, tenho saudades.<br />
Sim, acuso-te porque fizeste<br />
o não previsto nas leis da amizade e da natureza<br />
nem nos deixaste sequer o direito de indagar<br />
porque o fizeste, porque te foste.</p>
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<hr /><strong>Inconfesso Desejo (Carlos Drummond de Andrade)</strong></p>
<p>Queria ter coragem<br />
Para falar deste segredo<br />
Queria poder declarar ao mundo<br />
Este amor<br />
Não me falta vontade<br />
Não me falta desejo<br />
Você é minha vontade<br />
Meu maior desejo<br />
Queria poder gritar<br />
Esta loucura saudável<br />
Que é estar em teus braços<br />
Perdido pelos teus beijos<br />
Sentindo-me louco de desejo<br />
Queria recitar versos<br />
Cantar aos quatros ventos<br />
As palavras que brotam<br />
Você é a inspiração<br />
Minha motivação<br />
Queria falar dos sonhos<br />
Dizer os meus secretos desejos<br />
Que é largar tudo<br />
Para viver com você<br />
Este inconfesso desejo</p>
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<hr /><strong>A Verdade (Carlos Drummond de Andrade)</strong></p>
<p>A porta da verdade estava aberta,<br />
Mas só deixava passar<br />
Meia pessoa de cada vez.<br />
Assim não era possível atingir toda a verdade,<br />
Porque a meia pessoa que entrava<br />
Só trazia o perfil de meia verdade,<br />
E a sua segunda metade<br />
Voltava igualmente com meios perfis<br />
E os meios perfis não coincidiam verdade&#8230;<br />
Arrebentaram a porta.<br />
Derrubaram a porta,<br />
Chegaram ao lugar luminoso<br />
Onde a verdade esplendia seus fogos.<br />
Era dividida em metades<br />
Diferentes uma da outra.<br />
Chegou-se a discutir qual<br />
a metade mais bela.<br />
Nenhuma das duas era totalmente bela<br />
E carecia optar.<br />
Cada um optou conforme<br />
Seu capricho,<br />
sua ilusão,<br />
sua miopia.</p>
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<hr /><strong>As Sem-razões do Amor (C. Drummond de Andrade)</strong></p>
<p>Eu te amo porque te amo.<br />
Não precisas ser amante,<br />
e nem sempre sabes sê-lo.<br />
Eu te amo porque te amo.<br />
Amor é estado de graça<br />
e com amor não se paga.</p>
<p>Amor é dado de graça,<br />
é semeado no vento,<br />
na cachoeira, no eclipse.<br />
Amor foge a dicionários<br />
e a regulamentos vários.</p>
<p>Eu te amo porque não amo<br />
bastante ou demais a mim.<br />
Porque amor não se troca,<br />
não se conjuga nem se ama.<br />
Porque amor é amor a nada,<br />
feliz e forte em si mesmo.</p>
<p>Amor é primo da morte,<br />
e da morte vencedor,<br />
por mais que o matem (e matam)<br />
a cada instante de amor.</p>
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<hr /><strong>Ausência (C. Drummond de Andrade)</strong></p>
<p>Por muito tempo achei que a ausência é falta.<br />
E lastimava, ignorante, a falta.<br />
Hoje não a lastimo.<br />
Não há falta na ausência.<br />
A ausência é um estar em mim.<br />
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,<br />
que rio e danço e invento exclamações alegres,<br />
porque a ausência, essa ausência assimilada,<br />
ninguém a rouba mais de mim.</p>
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<hr /><strong>Os Ombros Suportam o Mundo (Drummond)</strong></p>
<p>Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.<br />
Tempo de absoluta depuração.<br />
Tempo em que não se diz mais: meu amor.<br />
Porque o amor resultou inútil.<br />
E os olhos não choram.<br />
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.<br />
E o coração está seco.</p>
<p>Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.<br />
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,<br />
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.<br />
És todo certeza, já não sabes sofrer.<br />
E nada esperas de teus amigos.</p>
<p>Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?<br />
Teus ombros suportam o mundo<br />
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.<br />
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios<br />
provam apenas que a vida prossegue<br />
e nem todos se libertaram ainda.<br />
Alguns, achando bárbaro o espetáculo<br />
prefeririam (os delicados) morrer.<br />
Chegou um tempo em que não adianta morrer.<br />
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.<br />
A vida apenas, sem mistificação.</p>
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<hr /><strong>Quadrilha (C. Drummond de Andrade)</strong></p>
<p>João amava Teresa que amava Raimundo<br />
que amava Maria que amava<br />
Joaquim que amava Lili<br />
que não amava ninguém.<br />
João foi para os Estados Unidos,<br />
Teresa para o convento,<br />
Raimundo morreu de desastre,<br />
Maria ficou pra tia,<br />
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes<br />
que não tinha entrado na história.</p>
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<hr /><strong>A Língua Lambe (C.Drummond de Andrade)</strong></p>
<p>A língua lambe as pétalas vermelhas<br />
da rosa pluriaberta; a língua lavra<br />
certo oculto botão, e vai tecendo<br />
lépidas variações de leves ritmos.</p>
<p>E lambe, lambilonga, lambilenta,<br />
a licorina gruta cabeluda,<br />
e, quanto mais lambente, mais ativa,<br />
atinge o céu do céu, entre gemidos,</p>
<p>entre gritos, balidos e rugidos de leões na floresta, enfurecidos</p>
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<hr /><strong>Para Sempre (Drummond)</strong></p>
<p>Por que Deus permite<br />
que as mães vão-se embora?<br />
Mãe não tem limite,<br />
é tempo sem hora,<br />
luz que não apaga<br />
quando sopra o vento<br />
e chuva desaba,<br />
veludo escondido<br />
na pele enrugada,<br />
água pura, ar puro,<br />
puro pensamento.<br />
Morrer acontece<br />
com o que é breve e passa<br />
sem deixar vestígio.<br />
Mãe, na sua graça,<br />
é eternidade.</p>
<p>Por que Deus se lembra<br />
- mistério profundo -<br />
de tirá-la um dia?<br />
Fosse eu Rei do Mundo,<br />
baixava uma lei:<br />
Mãe não morre nunca,<br />
mãe ficará sempre<br />
junto de seu filho<br />
e ele, velho embora,<br />
será pequenino<br />
feito grão de milho.</p>
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<hr /><strong>Fazenda (Drummond)</strong></p>
<p>Vejo o Retiro: suspiro<br />
no vale fundo.<br />
O Retiro ficava longe<br />
do oceanomundo.<br />
Ninguém sabia da Rússia<br />
com sua foice.<br />
A morte escolhia a forma<br />
breve de um coice.<br />
Mulher, abundavam negras<br />
socando milho.<br />
Rês morta, urubus rasantes,<br />
logo em concílio.<br />
O amor das éguas rinchava<br />
no azul do pasto.<br />
E criação e gente, em liga,<br />
tudo era casto..</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/amorepoesias.wordpress.com/7/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/amorepoesias.wordpress.com/7/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amorepoesias.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amorepoesias.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amorepoesias.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amorepoesias.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amorepoesias.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amorepoesias.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amorepoesias.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amorepoesias.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amorepoesias.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amorepoesias.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amorepoesias.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amorepoesias.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amorepoesias.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amorepoesias.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=7&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Poesias de Fernando Pessoa</title>
		<link>http://amorepoesias.wordpress.com/2007/12/07/poesias-de-fernando-pessoa/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 21:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amorepoesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[mensagens de amor]]></category>
		<category><![CDATA[Videopaquera.com.br]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://amorepoesias.wordpress.com/2007/12/07/poesias-de-fernando-pessoa/</guid>
		<description><![CDATA[Fernando Pessoa Onde você vê um obstáculo, alguém vê o término da viagem e o outro vê uma chance de crescer. Onde você vê um motivo pra se irritar, Alguém vê a tragédia total E o outro vê uma prova para sua paciência. Onde você vê a morte, Alguém vê o fim E o outro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=6&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fernando Pessoa</strong></p>
<p>Onde você vê um obstáculo,<br />
alguém vê o término da viagem<br />
e o outro vê uma chance de crescer.</p>
<p>Onde você vê um motivo pra se irritar,<br />
Alguém vê a tragédia total<br />
E o outro vê uma prova para sua paciência.</p>
<p>Onde você vê a morte,<br />
Alguém vê o fim<br />
E o outro vê o começo de uma nova etapa&#8230;<br />
Onde você vê a fortuna,<br />
Alguém vê a riqueza material<br />
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.</p>
<p>Onde você vê a teimosia,<br />
Alguém vê a ignorância,<br />
Um outro compreende as limitações do companheiro,<br />
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.</p>
<p>E que é inútil querer apressar o passo do outro,<br />
a não ser que ele deseje isso.<br />
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.</p>
<p>&#8220;Porque eu sou do tamanho do que vejo.<br />
E não do tamanho da minha altura.&#8221;</p>
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<hr />
<strong> Fresta (Fernando Pessoa)</strong>Em meus momentos escuros<br />
Em que em mim não há ninguém,<br />
E tudo é névoas e muros<br />
Quanto a vida dá ou tem,<br />
Se, um instante, erguendo a fronte<br />
De onde em mim sou aterrado,<br />
Vejo o longínquo horizonte<br />
Cheio de sol posto ou nado</p>
<p>Revivo, existo, conheço,<br />
E, ainda que seja ilusão<br />
O exterior em que me esqueço,<br />
Nada mais quero nem peço.<br />
Entrego-lhe o coração.</p>
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<hr /><strong>Não Sei Quantas Almas Tenho (Fernando Pessoa)</strong></p>
<p>Não sei quantas almas tenho.<br />
Cada momento mudei.<br />
Continuamente me estranho.<br />
Nunca me vi nem acabei.<br />
De tanto ser, só tenho alma.<br />
Quem tem alma não atem calma.</p>
<p>Quem vê é só o que vê,<br />
Quem sente não é quem é,</p>
<p>Atento ao que sou e vejo,<br />
Torno-me eles e não eu.<br />
Cada meu sonho ou desejo<br />
É do que nasce e não meu.<br />
Sou minha própria paisagem;<br />
Assisto à minha passagem,<br />
Diverso, móbil e só,<br />
Não sei sentir-me onde estou.</p>
<p>Por isso, alheio, vou lendo<br />
Como páginas, meu ser.<br />
O que sogue não prevendo,<br />
O que passou a esquecer.<br />
Noto à margem do que li<br />
O que julguei que senti.<br />
Releio e digo: “Fui eu?”<br />
Deus sabe, porque o escreveu.</p>
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<hr /><strong>Vaga, no azul amplo solta, vai uma nuvem errando&#8230; (Fernando Pessoa)</strong></p>
<p>Vaga, no azul amplo solta,<br />
Vai uma nuvem errando.<br />
O meu passado não volta.<br />
Não é o que estou chorando.<br />
O que choro é diferente.<br />
Entra mais na alma da alma.<br />
Mas como, no céu sem gente,<br />
A nuvem flutua calma.</p>
<p>E isto lembra uma tristeza<br />
E a lembrança é que entristece,<br />
Dou à saudade a riqueza<br />
De emoção que a hora tece.</p>
<p>Mas, em verdade, o que chora<br />
Na minha amarga ansiedade<br />
Mais alto que a nuvem mora,<br />
Está para além da saudade.</p>
<p>Não sei o que é nem consinto<br />
À alma que o saiba bem.<br />
Visto da dor com que minto<br />
Dor que a minha alma tem.</p>
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<hr /><strong>Cai Chuva do Céu Cinzento (Fernando Pessoa)</strong></p>
<p>Cai chuva do céu cinzento<br />
Que não tem razão de ser.<br />
Até o meu pensamento<br />
Tem chuva nele a escorrer.</p>
<p>Tenho uma grande tristeza<br />
Acrescentada à que sinto.<br />
Quero dizer-ma mas pesa<br />
O quanto comigo minto.</p>
<p>Porque verdadeiramente<br />
Não sei se estou triste ou não.<br />
E a chuva cai levemente<br />
(Porque Verlaine consente)<br />
Dentro do meu coração</p>
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<hr /><strong>O Amor, Quando Se Revela (Fernando Pessoa)</strong></p>
<p>O amor, quando se revela,<br />
Não se sabe revelar.<br />
Sabe bem olhar p&#8217;ra ela,<br />
Mas não lhe sabe falar.</p>
<p>Quem quer dizer o que sente<br />
Não sabe o que há-de dizer.<br />
Fala: parece que mente&#8230;<br />
Cala: parece esquecer&#8230;</p>
<p>Ah, mas se ela adivinhasse,<br />
Se pudesse ouvir o olhar,<br />
E se um olhar lhe bastasse<br />
Pra saber que a estão a amar!</p>
<p>Mas quem sente muito, cala;<br />
Quem quer dizer quanto sente<br />
Fica sem alma nem fala,<br />
Fica só, inteiramente!</p>
<p>Mas se isto puder contar-lhe<br />
O que não lhe ouso contar,<br />
Já não terei que falar-lhe<br />
Porque lhe estou a falar&#8230;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/amorepoesias.wordpress.com/6/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/amorepoesias.wordpress.com/6/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/amorepoesias.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/amorepoesias.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/amorepoesias.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/amorepoesias.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/amorepoesias.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/amorepoesias.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/amorepoesias.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/amorepoesias.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/amorepoesias.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/amorepoesias.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/amorepoesias.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/amorepoesias.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/amorepoesias.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/amorepoesias.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=6&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Vinícios de Morais &#8211; Poesias</title>
		<link>http://amorepoesias.wordpress.com/2007/12/07/vinicios-de-morais-poesias/</link>
		<comments>http://amorepoesias.wordpress.com/2007/12/07/vinicios-de-morais-poesias/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 21:38:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>amorepoesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Videopaquera.com.br]]></category>
		<category><![CDATA[Vinícios de Moraes]]></category>

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		<description><![CDATA[Soneto da Fidelidade (Vinícius de Morais) E tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meus pensamentos Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorepoesias.wordpress.com&amp;blog=2281565&amp;post=5&amp;subd=amorepoesias&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Soneto da Fidelidade (Vinícius de Morais)</strong></p>
<p>E tudo, ao meu amor serei atento<br />
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto<br />
Que mesmo em face do maior encanto<br />
Dele se encante mais meus pensamentos<br />
Quero vivê-lo em cada vão momento<br />
E em seu louvor hei de espalhar meu canto<br />
E rir meu riso e derramar meu pranto<br />
Ao seu pesar ou seu contentamento<br />
E assim quando mais tarde me procure<br />
Quem sabe a morte, angústia de quem vive<br />
Quem sabe a solidão, fim de quem ama<br />
Eu possa me dizer do amor (que tive)<br />
Que não seja imortal, posto que é chama<br />
Mas que seja infinito enquanto dure</p>
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<hr /><strong>Soneto do Amor Total (Vinícius de Morais)</strong>Amo-te tanto meu amor&#8230; não cante<br />
O humano coração com mais verdade&#8230;<br />
Amo-te como amigo e como amante<br />
Numa sempre diversa realidade.<br />
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante<br />
E te amo além, presente na saudade.<br />
Amo-te, enfim, com grande liberdade<br />
Dentro da eternidade e a cada instante.<br />
Amo-te como um bicho, simplesmente<br />
De um amor sem mistério e sem virtude<br />
Com um desejo maciço e permanente.<br />
E de te amar assim, muito e amiúde<br />
É que um dia em teu corpo de repente<br />
Hei de morrer de amar mais do que pude.</p>
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<hr /><strong>Soneto de Devoção (Vinícius de Morais)</strong></p>
<p>Essa mulher que se arremessa, fria<br />
E lúbrica em meus braços, e nos seios<br />
Me arrebata e me beija e balbucia<br />
Versos, votos de amor e nomes feios.</p>
<p>Essa mulher, flor de melancolia<br />
Que se ri dos meus pálidos receios<br />
A única entre todas a quem dei<br />
Os carinhos que nunca a outra daria.</p>
<p>Essa mulher que a cada amor proclama<br />
A miséria e a grandeza de quem ama<br />
E guarda a marca dos meus dentes nela.</p>
<p>Essa mulher é um mundo! &#8211; uma cadela<br />
Talvez&#8230; &#8211; mas na moldura de uma cama<br />
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!</p>
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<hr /><strong>Ausência (Vinícius de Morais)</strong></p>
<p>Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar seus olhos que são doces&#8230;<br />
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres exausto&#8230;<br />
No entanto a tua presença é qualquer coisa, como a luz e a vida&#8230;<br />
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto&#8230;<br />
E em minha voz, a tua voz&#8230;<br />
Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado&#8230;<br />
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados&#8230;<br />
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada&#8230;<br />
Que ficou em minha carne como uma nódoa do passado&#8230;<br />
Eu deixarei&#8230;Tu irás e encostarás tua face em outra face&#8230;<br />
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada&#8230;<br />
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu&#8230;<br />
porque eu fui o grande íntimo da noite&#8230;<br />
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa&#8230;<br />
Porque os meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço<br />
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.<br />
E eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos<br />
Mas eu te possuirei mais que ninguém, porque poderei partir.<br />
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas,<br />
serão a tua voz presente, tua voz ausente, a tua voz serenizada.</p>
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<hr /><strong>Vinícius de Morais</strong></p>
<p>Ai, quem me dera terminasse a espera<br />
Retornasse o canto simples e sem fim<br />
E ouvindo o canto se chorasse tanto<br />
Que do mundo o pranto se estancasse enfim</p>
<p>Ai, quem me dera ver morrer a fera<br />
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor.<br />
Ai, quem me dera uma manhã feliz.<br />
Ai, quem me dera uma estação de amor</p>
<p>Ah, se as pessoas se tornassem boas<br />
E cantassem loas e tivessem paz<br />
E pelas ruas se abraçassem nuas<br />
E duas a duas fossem ser casais</p>
<p>Ai, quem me dera ao som de madrigais<br />
Ver todo mundo para sempre afim<br />
E a liberdade nunca ser demais<br />
E não haver mais solidão ruim</p>
<p>Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais<br />
Dizer que a vida vai ser sempre assim<br />
E, finda a espera, ouvir na primavera<br />
Alguém chamar por mim.</p>
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<hr /><strong>De Repente (Vinícius de Morais)</strong></p>
<p>De repente do riso fez-se o pranto<br />
Silencioso e branco como a bruma<br />
E das bocas unidas fez-se a espuma<br />
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.</p>
<p>De repente da calma fez-se o vento<br />
Que dos olhos desfez a última chama<br />
E da paixão fez-se o pressentimento<br />
E do momento imóvel fez-se o drama.</p>
<p>De repente, não mais que de repente<br />
Fez-se de triste o que se fez amante<br />
E de sozinho o que se fez contente.</p>
<p>Fez-se do amigo próximo o distante<br />
Fez-se da vida uma aventura errante<br />
De repente, não mais que de repente.</p>
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<hr /><strong>Soneto a Quatro Mãos (Paulo Mendes Campos/ Vinicius de Morais)</strong></p>
<p>Tudo de amor que existe em mim foi dado.<br />
Tudo que fala em mim de amor foi dito.<br />
Do nada em mim o amor fez o infinito<br />
Que por muito tornou-me escravizado.</p>
<p>Tão pródigo de amor fiquei coitado<br />
Tão fácil para amar fiquei proscrito.<br />
Cada voto que fiz ergueu-se em grito<br />
Contra o meu próprio dar demasiado.</p>
<p>Tenho dado de amor mais que coubesse<br />
Nesse meu pobre coração humano<br />
Desse eterno amor meu antes não desse.</p>
<p>Pois se por tanto dar me fiz engano<br />
Melhor fora que desse e recebesse<br />
Para viver da vida o amor sem dano.</p>
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<hr /><strong>A Rosa de Hiroshima (Vinícius de Morais)</strong></p>
<p>Pensem nas crianças<br />
Mudas telepáticas<br />
Pensem nas meninas<br />
Cegas inexatas<br />
Pensem nas mulheres<br />
Rotas alteradas<br />
Pensem nas feridas<br />
Como rosas cálidas<br />
Mas oh não se esqueçam<br />
Da rosa da rosa<br />
Da rosa de Hiroshima<br />
A rosa hereditária<br />
A rosa radioativa<br />
Estúpida e inválida<br />
A rosa com cirrose<br />
A anti-rosa atômica<br />
Sem cor sem perfume<br />
Sem rosa sem nada</p>
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<hr /><strong>Pela Luz dos Olhos Teus (Vinícius de Morais)<br />
</strong> Quando a luz dos olhos meus<br />
E a luz dos olhos teus<br />
Resolvem se encontrar<br />
Ai que bom que isso é meu Deus<br />
Que frio que me dá o encontro desse olhar<br />
Mas se a luz dos olhos teus<br />
Resiste aos olhos meus só pra me provocar<br />
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar<br />
Meu amor, juro por Deus<br />
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar<br />
Quero a luz dos olhos meus<br />
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará<br />
Pela luz dos olhos teus<br />
Eu acho meu amor que só se pode achar<br />
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.</p>
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<hr /><strong>Vinícius de Morais</strong><br />
Eu sei e você sabe<br />
Já que a vida quis assim<br />
Que nada nesse mundo levará você de mim<br />
Eu sei e você sabe<br />
Que a distância não existe<br />
Que todo grande amor<br />
Só é bem grande se for triste<br />
Por isso meu amor<br />
Não tenha medo de sofrer<br />
Que todos os caminhos<br />
Me encaminham a você.<br />
Assim como o Oceano, só é belo com o luar<br />
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar<br />
Assim como uma nuvem, só acontece se chover<br />
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer<br />
Assim como viver sem ter amor, não é viver<br />
Não há você sem mim<br />
E eu não existo sem você!</p>
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